A crescente do vegetarianismo no esporte

Por Giovanni Marcel

Aposto que quando via atletas com corpos esculturais e super definidos nunca deve ter pensado que estes poderiam ser corpos de vegetarianos. A mídia muitas vezes  faz as pessoas associarem a ingestão de frango e claras de ovo aos corpos grandes e musculosos, assim como associarem a alimentação vegetariana aos corpos pequenos e magros. No entanto, no esporte, pode-se notar a presença de diversos atletas adeptos desse modo de vida, e eles não ficam para trás dos comedores de carne.

O atleta vegetariano precisa buscar nutrientes em diferentes vegetais (Imagem: Amanda Péchy/Comunicação Visual – Jornalismo Júnior)

Como com tudo há muito tempo enraizado em nossa sociedade, desconstruir demanda tempo, paciência e dispor de muita informação. Esse é o caso do vegetarianismo ou “veganismo” no Brasil, por exemplo (em breve, o leitor entenderá o porquê do uso das aspas e a diferença entre ambos). Muitos ainda acreditam que levar uma vida com uma alimentação sem proteína animal irá prejudicar sua saúde e seu desenvolvimento no futuro, mas não é bem assim.

Fazendo o uso correto dos termos, uma pessoa que se diz ser vegetariana não possui em sua alimentação nada de origem animal (sim, leite e ovos também não). Já outra que se diz ser vegana, além de não possuir nada de origem animal em sua alimentação, sua ideologia alcança outros aspectos da vida, como as vestimentas e os produtos de higiene, que também não compreendem nada de origem animal, ou não agridem os animais em sua fase de produção ou testes. No Brasil, porém, o termo “vegano” foi popularmente difundido de forma errada, limitando-o apenas ao campo alimentar.

O consumo de vegetais é importante para a nutrição e a prevenção de doenças (Imagem: Reprodução)

Se olharmos para população brasileira hoje, podemos avaliar um crescimento da população que leva uma alimentação vegetariana. De acordo com uma pesquisa do IBOPE, cerca de 8% da população afirma ser adepta ao estilo de vida – vale lembrar que a menos de uma década atrás o número era menor que a metade. E esse crescimento é refletido também na comunidade esportiva, que conta com cada vez mais atletas vegetarianos.

Alguns grãos ajudam a combater o colesterol ruim, além de reduzirem a absorção de gorduras e de carboidrato simples (Imagem: Reprodução)

Além da preocupação com a alimentação que todos os vegetarianos têm que ter para se manterem saudáveis, os atletas precisam ainda mais. “Retirar fontes de proteína de boa qualidade, como os alimentos de origem animal, pode ser potencialmente crítico para atletas de alto rendimento, especialmente aqueles envolvidos em modalidades que requerem força, desenvolvimento de massa muscular e/ou esforços de alta intensidade e curta duração”, explica o professor doutor Guilherme Artioli da EEFE-USP (Escola de Educação Física e Esportes da Universidade de São Paulo).

O professor ainda alerta “A carne é uma rica fonte de proteína, além de ser uma das principais fontes de ferro, vitamina B12, creatina e carnosina. Todos esses sendo compostos muito importantes para o desenvolvimento esportivo”. Em decorrência disso, é de extrema importância que o atleta vegetariano esteja sempre em contato com um bom nutricionista para ter uma dieta saudável e que lhe forneça tudo que o esporte demanda.

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